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Escolas proíbem uso de tênis-patins
Moda entre crianças de 5 a 9 anos, o calçado com rodinhas pode pôr em risco a segurança dos alunos. Vídeo:
Banda larga Conexão discada
Simone Iwasso e Livia Deodato
A moda dos tênis com rodinhas, semelhantes a um patins, mal chegou e já foi proibida por algumas escolas. O argumento é que eles põem em risco a segurança dos alunos, ao deslizarem pelos corredores, escadarias e rampas com as rodinhas. As escolas também alegam que muitos médicos não recomendam o uso do calçado, por não terem o mesmo amortecimento de um tênis normal.
No último mês, colégios como Rio Branco, Porto Seguro, Arquidiocesano, Lourenço Castanho, Colégio Vida, Colégio Cidade de São Paulo, Pio XII e Pueri Domus enviaram cartas aos pais pedindo que não deixassem os filhos irem para a escola com os tais tênis-patins.
"Todo início de semestre fazemos uma reunião para traçar um acordo entre escola e alunos, estabelecendo regras. No início do ano, essa questão nem entrou porque ainda não tinha aparecido (o tênis)", diz Luis Antonio Laurelli, diretor de Ensino do Pueri Domus. Ele conta que a moda explodiu rapidamente, e em pouco tempo virou uma febre, principalmente entre os pequenos, de 5 a 9 anos. "Vimos nos últimos dois ou três meses que aumentava o número de crianças com esses tênis, colocando a segurança delas mesmas em risco. Então, mandamos uma circular para os pais explicando os motivos da proibição", explica.
No Colégio Lourenço Castanho o processo foi semelhante. No começo aparece um, depois três, cinco, dez, e a escola decidiu proibir antes que todos os alunos começassem a deslizar com rodinhas na sala de aula. "Não é adequado para a sala de aula. É uma opção de lazer, para a criança usar por pouco tempo, como um patins, uma bicicleta", diz a diretora Márcia Dall Stela. Segundo ela, os tênis traziam outro problema: por serem mais pesados, com solado mais alto, para suportarem as rodinhas, os alunos não conseguiam fazer nenhuma atividade física com eles.
"Creio que conseguimos estancar na hora certa, antes que isso perdesse o controle", diz a diretora do Colégio Rio Branco, Maria Isabel de Valentini. Ela diz que, depois da proibição, os pais e alunos respeitaram e não houve nenhuma desobediência na escola.
Mesmo assim, as escolas contam que alguns alunos levam os tênis na mochila ou numa sacola e os colocam na saída, para voltar para casa ou irem ao shopping - outro lugar onde os amplos corredores parecem perfeitos para crianças brincarem.
"Eles pediam muito, e no dia em que fui comprar, só no tempo que eles levaram experimentando e escolhendo, vi quatro mães saindo da loja com os tênis velhos numa sacola e os filhos com os novos, deslizando", conta Paula Cambur, mãe de Roberto, de 8 anos, e Beatriz, de 5. Ela diz, no entanto, que permite que os filhos usem apenas pouco tempo por dia, como se fosse um brinquedo. "Comprei os tênis como se fossem um patins, não como um calçado normal. Acho legal para eles brincarem em casa, no shopping, na casa da avó, quando viajamos para o interior", diz.
Além disso, ela conta, demora um tempo até as crianças aprenderem a usar o tênis, que é mais inclinados atrás, onde fica a roda, e mais baixo na frente - parte que eles usam como um freio. "Eles chegaram a ir, no primeiro dia, à escola. Depois não deixei mais e a escola também proibiu."
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